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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Angústia de uma Mulher*



Que fará o meu bem, o meu amado,
De tua terna amante dividido?
Talvez vive em prazeres  envolvido,
Ou experimenta ao meu igual cuidado?

Da minha pura fé vive lembrado,
Ou ter-se-á de mim já esquecido?
Justo céu! Não consintas que cumprido
Eu veja tão cruel, tão duro fado!

Eu por ele só vivo, só me alento
Do seu amor, da sua fé constante;
Seja mútuo o prazer, mútuo o tormento.

Eu padeço, e suspiro a cada instante
Se o animar diverso sentimento
A lei não calcará de um firme amante?

Soneto da poetisa ouropretana  Beatriz Brandão
 extraído do livro Contestado Fruto: A poesia esquecida de Beatriz Brandão (1779-1868), pag. 173 de Cláudia Gomes Pereira.
*Título nosso


Recomendamos a audição da peça:

Sonata in g minor, largo - fortepiano

Domenico Cimarosa, um dos mais famosos operistas italiano da segunda metade do século XVIII por






2 comentários:

  1. ADOREI. QUERO PARA MIM!!! BORDARAM EM QUÊ, COLCHA, ALMOFADA???

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  2. Cláudia, temos bordados vários versos da Beatriz Brandão, mas esta poesia foi específica para esta postagem...rs... Beijos

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