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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A poesia esquecida de Beatriz Brandão


A Profª Dra., Cláudia Gomes Pereira passou a integrar a "Galeria de escritores Beatriz Brandão" e lançou seu segundo livro sobre o mesmo tema em Ouro Preto na noite do dia 23 de agosto com a presença do Prefeito Ângelo Oswaldo. Essa obra que trata de uma mulher revolucionária do século XVIII para o XIX enriqueceu a história da cidade mineira e da literatura universal através de seus poemas árcades.
Em poucas palavras a autora que dedicou anos pesquisando relata que Beatriz Francisca de Assis Brandão, fora prima de Maria Dorotéia (a conhecida "Marília de Dirceu"), nasceu em Ouro Preto, em 1779, e foi uma intelectual de renome em uma época em que as mulheres não tinham acesso aos estudos. Beatriz Brandão fundou a primeira escola de moças da cidade, regeu o coral da Igreja Matriz do Pilar e ficou conhecida como autora do Hino à Independência. Após quase 30 anos de casamento, separou-se do marido, que a maltratava, e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou amiga da imperatriz Teresa Cristina e dos mais importantes escritores do período, inclusive de Machado de Assis que, como ela, era colunista do famoso jornal carioca "Marmota Fluminense". Faleceu no Rio de Janeiro, em 1868, deixando inédita quase toda a sua obra.

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